sexta-feira, 15 de outubro de 2010

liberdade.


Eu vivo no tempo da evolução.
A mental, espiritual.
No tempo da mudança, do descobrir e do redescobrir.
Eu vivo num tempo novo, de cansaço do que é pequeno, mísero.
Cansaço do que é fútil, do que é pobre de alma, da cabeça pequena, da não-evolução.
Eu vivo num tempo de cobrança, de mim mesma, do meu crescimento como pessoa.
Uma voz dentro de mim fala mais alto, alivia.
O tempo da oração, da volta na crença em Deus, da crença na fé, em uma força superior.
Eu vivo num tempo, diferente dos outros tempos.
No tempo do auto-controle, da compreensão, da flexibilidade.
Na busca do que é, verdadeiramente, liberdade.
Na descoberta de que o sentido dela muda, varia, oscila.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Mãe.

Eu sempre preciso estar inspirada para escrever e isso é algo que acontece, digamos, quase raramente. Faz tempo que não sento e penso sobre o que sinto agora, sobre o que sou, sobre o que quero, sobre o que me angustia ou deixa feliz.
Acho que o sentimento maternal tem me tomado por inteira, apesar de ainda tentar relutar para acreditar, quero sempre esperar o tempo passar para ver no que dá. Se a barriga realmente vai crescer, se esse é o caminho certo para seguir, mas se não é, qual será? Eu sempre tenho a sensação de estar no caminho errado e eu queria, por um dia, achar que esse caminho é o certo, só pra ter a leve sensação de não estar tão fora do mundo assim, tão fora da realidade.
Eu não sou poeta, nem escritora, nem sequer como um pensador da antiguidade. O meu medo é de não ser quem eu sou, até o dia que não souber mais o que escrever. Tenho medo de me esvaziar, de 'emburrecer'.
Acho que o grande enigma do ser humano é descobrir uma forma de lutar contra seus próprios medos e, nessa luta, eu sou uma mera espectadora, porque não sei nem quando, nem como começar.
Hoje completo 11 semanas de gravidez e eu digo, a sensação de ser mãe é diferente de qualquer outra. É quando a gente sente que um sentimento mais forte que nós mesmas cresce a cada batida de coração dele.
Eu me sinto, agora, uma grande figurante, nesse filme de grandes resposabilidades. Ainda não embarquei por completo nessa trama. Sinto as mudanças acontecerem, mais em mim mesma, no que penso, no que sei da vida. Sinto que vai ser o mairo aprendizado que posso ter. Quero vivê-lo, mas aos poucos, no momento que estiver preparada. Ainda é tudo novo, tudo excepcional e assustador demais.
Só preciso que estejam ao meu lado. Descobri, mais uma vez, que a família é a base de tudo, que as grandes amizades são fundamentais e que a força, a nossa força, é essencial para que tudo corra bem. Eu ainda não sei se tenho força suficiente, resolvi viver um dia de cada vez.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

nada mais.


Não tira de mim essa única certeza. De que posso ser o que quiser, de que posso fazer planos e realizá-los, do meu jeito. Não tira de mim todos os sonhos que posso ter, antes de dormir. Todas as certezas incertas que me vêm à cabeça agora. Todas as dúvidas construídas, sem pudor, sem medo. Não tira de mim esse pedaço de céu, de mar, que brilha e se sustenta de pensamentos. São desejos, ou mais que isso. São o que eu sou, uma parte da minha história. Não me diz que é difícil, eu acredito na possibilidade do impossível. Eu acredito na fé e nessa ânsia que existe dentro de mim. Essa agonia. Essa vontade de gritar, de acelerar o mundo. E essa vontade de parar em algum lugar. Quero ser plena, quero ser tudo ao mesmo tempo. Quero ter a força de que imagino ser capaz. Então, não me diz que não posso ter. Não fala dos meus momentos, não vulgariza minha ingenuidade, nem tão pura assim. Me dá a mão, e só. É o que preciso, sempre. Se for me guiar, busca meus sonhos. Nada mais.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

?

Ah... É que eu não vejo graça na hipocrisia, nem na desgraça alheia... Não tenho vontade de rir, quando uma pessoa se dá mal e não faz meu estilo cultuar o humor negro.
Não é lição de moral... Só ando irritada com toda essa falta de sentidos, de valores que, muitas vezes, a gente nem percebe.
Não vejo graça no puxa-saco, nem mesmo quando ele me beneficia. Acho chato o sorriso falso e um tanto quanto desnecessário não ter vontades próprias. Eu tenho... Não que sejam todas corretas, mas eu tenho algumas. São minhas, isso que importa!
Às vezes tenho vergonha de perguntar coisas óbvias. Como todo mundo sabia disso, menos eu? Como eu pude não prestar atenção? Mas, é que sou meio desatenta, até com coisas que podem me interessar. Esqueço que são importantes. Isso é um defeito. Odeio esse defeito. Mas, não me acho uma pessoa burra. Minha auto-estima anda em bom estado. Quer dizer, nem tanto. Sempre me sinto acima do peso e não preciso só perder 3 quilos, e sim um pouco mais. Acho que isso vai me incomodar pra sempre... E lá vai eu cair na falta de sentidos que tanto critico.
Ando me contradizendo, me questionando. Ainda sem respostas...
Só não quero ter medo da morte. Um dia desses me disseram que só tem medo da morte que ainda n aprendeu a viver. Ser feliz é aprender a morrer, não foi isso que disseram? Eu sou feliz, mas algumas vezes tenho medo da morte. Não a minha... A dos outros. De quem amo.
A morte dos valores também me preocupa. A morte da dignidade, do caráter, da humildade. A morte do amor... A gente vai perdendo essas qualidades sem perceber, se deixa levar pelodia-a-dia.
A minha família é o meu maior valor. Essa é a única certeza de que posso afirmar. Tudo me remete a ela. Até o que escrevo agora. E eu nem sei o porquê de tantas palavras sem nexo. Sempre começo um texto achando que vou dizer coisas que nunca disse e, quando acabo, acho que me tornei, mais uma vez, repetitiva.

Mas, como sempre... Vou deixar aí...
Quando eu cansar, apago.

domingo, 15 de novembro de 2009

de volta.


É que faz tempo que não páro pra organizar pensamentos... confusos demais. Idas e vindas, possibilidades, remotas. Vou fechar meus olhos agora e ver tudo que quero ter, todos os sentimentos que não sei expressar. Toda a saudade que não sei dizer. Porque é tão mais fácil guardar pra si e desejar que a outra pessoa saiba desse sentimento, quase um segredo. Mas é que meus olhos tendem a falar por mim, pelo menos sinto que eles falam mais do que eu. Às vezes, sozinha no quarto, eu choro. E isso ninguém vai saber. Porque, no outro dia, eu acordo e espero algo mais daquele novo momento. Minha vida se constrói em sentimentos não-falados. Pra uma irmã, uma amiga, pra minha mãe... meu pai.

domingo, 7 de junho de 2009

Sonho.

"Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
Ah... e o mundo é perfeito!
Hum...e o mundo é perfeito!
E o mundo é perfeito!"

Sonho - O Teatro Mágico.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Sobre o tempo.

Só pra não dizer que não senti, eu posso explicar que a sensação é muito diferente do que aquilo que era antes. Mas, é boa, ainda bem. É inquieta. Acalenta quando eu penso que poderia ser pior. Quem sabe um dia possamos entender que todo o processo se resulta em novos sentimentos. As coisas se transformam a cada dia. Nós todos nos transformamos. Foi preciso ficar longe pra saber que em mim ainda existe essência.

Um dia de cada vez.

Um passo de cada vez.

O tempo...

Do jeito que deve ser.